quarta-feira, 11 de junho de 2014

7304,84398 interrogações

Nunca resisto a vontades aleatórias de escrever. Principalmente em madrugadas. Principalmente em madrugadas em que prefiro não dormir. Aliás, saudade dessas vontades. O resultado nem sempre é legal, inclusive, oras, deve ser por isso que parei de escrever, mas a vontade, sim, ela não passa até eu vomitar tudo em letras. 
Tô no meio de um conflito que tem aproximadamente dois anos. A soma da vida acadêmica conturbada com a falta de segurança e certeza sobre o que, de fato, eu quero me corrói de maneira desnecessariamente cruel. Admito que a falta de tesão nos caminhos só contribui para o crescimento dessa grande interrogação que se confunde com meu eu, mas também sinto que a culpa é minha por não conseguir decifrar o que eu sinto em relação a tudo. Seria fácil se eu odiasse, seria fácil se eu amasse, mas sou um grande amontoado de meio-termos. Faço-me completa de coisas incompletas. Novamente, seria fácil se vivesse nos extremos, mas não. 
O fato é que eu não sei o que fazer. Dizem que isso é normal, que todo mundo passa por isso e que um dia passa, só que, sei lá, as coisas andam e eu só sigo o fluxo. Parece que eu não ando, nem pra trás. Não sei o rumo que estou tomando, não sei se tô fazendo certo, se isso me faz bem, se me faz mal. Eu não sei nada e saber nada é algo que me deixa angustiada. Tento ser otimista em achar que vou gostar de chegar em algum lugar quando, de fato, já estiver lá, mas eu deveria gostar do caminho, não? Não é pra isso que a gente vive, pra aproveitar o durante? Olha, estou meio cansada de pensar nos fins e ignorar os meios. Eu quero sentir que estou fazendo algo bom, que tô andando em direção ao que vai me fazer bem, não que sou a personificação do niilismo existencial. 
Eu estou empurrando a vida com a barriga, ou melhor, eu que estou sendo empurrada pela vida. Tô me sentindo passiva demais. Odeio sentir as rédeas da minha vida em qualquer outro lugar senão nas minhas próprias mãos. 
Deixo, enfim, esse monte de "mimimi crise dos 20 mimimi" pra tentar ver se consigo espantar essa sensação de passividade e covardia pra trás, mesmo estando pessimista demais sobre qualquer resultado.
É isso, só precisava desabafar. 

P.S.: Vou culpar meu ascendente em câncer por todo esse drama, então reclamem com a hora que decidi nascer. 

2 comentários:

  1. Wow... O.o
    Parabéns, você disse tudo...!

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  2. Eu acho que você deveria voltar para a Bahia e fazer um curso de Humanas. <3

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